Sobre a SAC

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A Sociedade Amigos da Cinemateca é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada em 1962 com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento das atividades da Cinemateca Brasileira, pela articulação de iniciativas com a sociedade civil e com as esferas pública e privada.

Segundo seu estatuto, a ela compete, entre outras funções, mobilizar a comunidade para o apoio à conservação e proteção do acervo da Cinemateca; desenvolver esforços que viabilizem a canalização de aportes financeiros ou de contribuições de qualquer natureza para programas e projetos de interesse da Cinemateca; promover atividades culturais, especialmente aquelas vinculadas com o cinema, vídeo, televisão e outras mídias; e manter convênios e outros tipos de colaboração com entidades privadas ou públicas, com vistas ao desenvolvimento de suas atividades.

Liderada por Dante Ancona Lopez, a criação da SAC resultou dos esforços de personalidades de destaque no cenário cultural paulistano associadas a exibidores cinematográficos, visando a estabelecer o conceito de cinema de arte.

Por meio da realização de projetos de difusão cultural, a partir do acervo da Cinemateca e das distribuidoras comerciais, a SAC exerceu por décadas papel fundamental na formação de público e na promoção da cultura cinematográfica.

O primeiro cinema de arte da SAC foi o Cine Coral; em seguida ela passou a programar o auditório do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP. Em razão do sucesso da experiência, foi convidada pela Companhia Serrador a assumir a programação dos cinemas Scala e Picolino.

Em meados da década de 1960, a SAC concentrou suas atividades no Cine Belas Artes, onde promoveu expressivas mostras e festivais sobre o cinema contemporâneo do Japão e da Itália, entre outros países, bem como retrospectivas de obras de importantes diretores nacionais e estrangeiros. Nesse momento, a Sociedade contava com mais de dois mil associados que pagavam uma contribuição mensal.

O apoio da SAC foi decisivo para viabilizar a criação da Sala Cinemateca, na rua Fradique Coutinho, onde é hoje o CineSala, com patrocínio do Banco Nacional. Em março de 1989, foi inaugurada a Sala Cinemateca, com a exibição de O martírio de Joana d’Arc (1928), de Carl T. Dreyer.

Durante anos, a Sala Cinemateca promoveu mostras de autores consagrados como Tarkóvski, Ozu, Mizoguchi, Max Ophuls, John Ford, Fritz Lang, ciclos dedicados a gêneros como a chanchada – Este mundo é um pandeiro – ou pré-estreias de filmes como Os vivos e os mortos, última obra de John Huston. A Sala Cinemateca, por intermédio da SAC, propiciava à Cinemateca Brasileira rendimentos anuais de cerca de 100 mil dólares.

Em 1994, a prefeitura de São Paulo firmou um convênio anual com a SAC, que até hoje transfere recursos do orçamento municipal para o desenvolvimento das atividades básicas da Cinemateca Brasileira.

Nos anos seguintes, a SAC foi responsável pela captação de recursos para projetos de restauração de filmes junto a instituições governamentais e pela manutenção e formação de gerações de técnicos especializados do quadro funcional da Cinemateca Brasileira.

Dentre as relevantes atividades desenvolvidas, a SAC gerenciou a restauração e adequação técnica das edificações do antigo Matadouro Municipal na Vila Clementino, cedidas pela Prefeitura em 1989 para instalação da sede da Cinemateca Brasileira. Nesse processo, foram realizadas obras de restauração dos galpões que abrigam as Salas Cinemateca-Petrobras (1998) e Cinemateca-BNDES (2007), e o Centro de Documentação e Pesquisa (2002), além da construção dos arquivos climatizados para conservação de filmes, iniciativa pioneira no campo da preservação audiovisual brasileira.

Por intermédio de sucessivos planos de trabalho, a SAC viabilizou grandes projetos relacionados à memória audiovisual, como o Censo Cinematográfico Brasileiro; os programas de restauração e digitalização de acervos e a modernização tecnológica da Cinemateca. Entre 2008 e 2012, com o Programa de Preservação e Difusão de Acervos Audiovisuais, em parceria com o Ministério da Cultura, impulsionou o aprimoramento técnico da Cinemateca e a formação de uma nova geração de técnicos especializados para atuar no campo da preservação audiovisual. A Programadora Brasil, projeto executado no mesmo período, ofereceu títulos significativos da cinematografia brasileira para instituições culturais sem fins lucrativos, articulando de maneira estratégica ações técnicas de preservação e difusão audiovisual.

Desde 4 de março de 2008, a SAC é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, personalidade jurídica que lhe possibilita o estabelecimento de convênios com os poderes públicos. Nos últimos anos, ainda que em menor escala, a SAC continuou a colaborar com a Cinemateca, mais especificamente por meio de ações de formação cultural.

A atuação da SAC ao longo de quase 60 anos foi decisiva à consolidação da Cinemateca Brasileira, a maior instituição do gênero da América do Sul, cujos trabalhos técnicos levaram-na a ser considerada uma das cinco mais importantes do mundo.